[Clube Passageiro #21] Ainda vale a pena criar no LinkedIn? (feat. Marília Lopes)
FEVEREIRO/25 - Confira as informações sobre o encontro #21 do Clube Passageiro.
O Clube Passageiro é uma comunidade que se encontra uma vez por mês para papear sobre escrita, produção de conteúdo, monetização, livros, viagens e aleatoriedades.
Para participar dos bate-papos mensais e ter acesso ao nosso grupo fechado no Telegram, basta assinar um dos planos pagos da newsletter – assinantes pagos da newsletter Passageiro também têm acesso a uma edição extra e mensal com os bastidores do processo de escrita do meu primeiro romance.
Desde maio de 2023, quando o Clube Passageiro foi fundado, 20 encontros com os mais variados temas foram realizados – e assinantes do Plano Vitalício têm acesso a todo o acervo (são mais de 40h de conteúdo!).
Assim que você escolher um dos planos disponíveis, receberá um e-mail com as instruções para participar da comunidade exclusiva no Telegram e dos encontros mensais via Google Meet.
🎧 Para ler ouvindo1: Freaking Out the Neighborhood, por Mac DeMarco.

✍️ Por Matheus de Souza
Escritor, educador e TEDx Speaker. Autor de “Nômade Digital”, livro finalista do Prêmio Jabuti.
1.
Você certamente já ouviu em alguma aula ou palestra que a palavra “crise” em mandarim significa “perigo + oportunidade”. Embora o significado original não seja esse, a reflexão por trás dessa mentirinha corporativa faz sentido.
No clássico “A estratégia do oceano azul”, os autores W. Chan Kim e Renée Mauborgne exploram a ideia de que o sucesso consiste em tornar a concorrência irrelevante.
Em outras palavras: as empresas precisam buscar “águas claras”, menos turbulentas e com maior potencial de lucros, desenvolvendo uma proposta de valor inovadora para um público que ainda não teve suas necessidades atendidas.
Na metáfora marítima, um oceano azul é um local onde se pode nadar livremente: um mercado ainda não explorado e sem concorrência. O oceano vermelho, por outro lado, é onde estão os mercados já saturados e a concorrência é brutal.
Basta perguntar para qualquer pessoa que trabalhe com marketing digital sobre as redes do momento para ouvir coisas como “o Tik Tok é o melhor lugar para criadores”, “o YouTube é o canal mais relevante numa estratégia de longo prazo” ou ainda que “quem escreve deveria estar no Substack” e, de fato, tudo isso é verdade, mas devo dizer que, se você está querendo ganhar visibilidade dentro do mundo profissional, eu te responderia que o LinkedIn, esse patinho feio renegado por tantos, ainda é uma rede onde você pode navegar por “águas claras” na internet.
2.
Com mais de 1 bilhão de usuários ao redor do mundo, sendo 83 milhões deles no Brasil, o LinkedIn tornou-se uma das maiores plataformas de conteúdo na internet. Ou seja: foi-se o tempo em que o site era apenas um banco de currículos.
Quando deixei o mundo corporativo para investir no trabalho remoto e viver como nômade digital, na virada de 2016 para 2017, o LinkedIn foi meu principal aliado para conseguir freelas. O que fiz – e sigo fazendo (hoje menos) – foi criar uma estratégia de produção de conteúdo e configurar o meu perfil para obter o máximo de visibilidade. Com a “máquina” rodando, os clientes começaram a vir atrás de mim – e não o contrário.
3.
Digo que “hoje menos” porque o LinkedIn – assim como o mundo – mudou muito de 2016 para cá, de modo que ultimamente tenho me sentido um pouco deslocado na rede. Muito do que eu fazia antigamente não funciona mais por lá, o público foi se renovando e o tipo de conteúdo produzido e consumido também – e agora temos o ChatGPT, responsável por uns 80% (chutando baixo) dos conteúdos publicados hoje em dia no LinkedIn…
Dessa nova “safra” de produtores de conteúdo no LinkedIn que acharam suas “águas claras” com formatos inovadores, sempre apreciei o trabalho da – que também está aqui no Substack.
Ela estourou na rede com o “Marília Reage”, quadro em que zoava certos tipos de “conteúdos” que, devo dizer, faziam sucesso em 2016, e hoje, assim como moi, é uma das Top Voices do LinkedIn.
Diferente de mim, a Marília não se acomodou e segue criando por lá em diferentes formatos, naquilo que ela chama de “conteúdo artesanal” – e é justamente sobre isso que falaremos no 21º encontro do Clube Passageiro; ainda vale a pena criar no LinkedIn?
🗓️ O que você precisa saber sobre o bate-papo com a Marília Lopes
Tema: Ainda vale a pena criar no LinkedIn?
Data: terça-feira, 25 de fevereiro de 2025.
Horário: 18h de Brasília.
Duração: cerca de 1h30 (diferente dos outros encontros, dessa vez não teremos um workshop propriamente dito, mas um bate-papo, uma espécie de podcast em que eu e vocês seremos os entrevistadores; vocês, assinantes pagos, podem enviar perguntas no Telegram).
Como participar: inscrevendo-se em qualquer um dos planos pagos do Clube Passageiro.