#132 – O mundo como escritório; 9 anos e 40 países depois
Já são 9 anos vivendo e trabalhando como e onde eu quero.
Para ler ouvindo1: La Vida de Alguien Más, por Diles que no me maten.
1.
O termo “nômade digital” ficou tão batido nos últimos tempos que, de certa forma, desde que fixei residência em Paris e “traí o movimento”, em maio de 2023, tenho tentando me afastar do rótulo (o tipo de pira que absolutamente ninguém dá a mínima, mas que na nossa cabeça vira uma questão).
A verdade é que, mesmo com a terapia em dia, as zoações nas redes sociais com quem se autodenomina nômade digital (“vendedor de curso”, “guru”, “esquema de pirâmide”) estavam me afetando; eu não queria mais ser associado ao termo que, de certa forma, ajudei a popularizar no Brasil; eu queria que as pessoas me vissem apenas como escritor; eu estava vivendo uma crise de identidade.
2.
O nomadismo digital mudou a minha vida – e escrevo isso sem exageros. Em 2017, quando embarquei para o México na primeira viagem internacional em que carreguei o meu escritório na mochila, eu não fazia ideia do que estava fazendo exatamente; eu era um redator freelancer com alguns clientes remotos espalhados pelo Brasil, uma pequena reserva financeira para caso algo desse errado (não deu) e o sonho de explorar o mundo.
Não “larguei tudo”, como muitas matérias sobre o tema pintam por aí, não sou herdeiro, nem trabalhei os últimos nove anos da minha vida literalmente na beira da praia com o meu computador, mas, tentando evitar o clichê, o nomadismo me deu algo que nenhuma experiência até então havia me dado: liberdade; uma liberdade que só foi possível porque decidi transformar minha paixão pela escrita em um negócio de uma pessoa só; e, ainda que eu não viva exatamente de literatura, ela, a escrita, está no centro de todos os meus projetos.
3.
Já fiz um pouco de tudo no meu negócio de uma pessoa só: fui redator freelancer, ofereci consultoria de otimização para mecanismos de busca (eu odiava isso!), lancei cursos (até hoje minha maior fonte de renda; “vendedor de curso” com orgulho), publiquei um livro, fiz publis, dei palestras e treinamentos in company, fui (estou) mentor, consegui monetizar uma newsletter.
Algo que aprendi na estrada é que o único jeito de manter esse estilo de vida (e por “estilo de vida” falo especificamente sobre “liberdade”, não exatamente sobre “nomadismo”) de maneira sustentável é diversificando as minhas fontes de renda; talvez o fato de ter vivido até os meus 28 anos ganhando menos de R$ 2 mil por mês tenha me colocado em um estado de hipervigilância do tipo “preciso pensar em um novo projeto porque uma hora esse em que estou trabalhando vai deixar de me dar dinheiro e não quero trabalhar para os outros”.
4.
Outro aprendizado desses últimos nove anos foi em relação ao tão falado equilíbrio entre trabalho e vida pessoal; os dias em que trabalhei poucas horas ou mesmo tirei uma folga só existiram por conta daqueles em que trabalhei entre 12h e 14h; “um pouco de salada, um pouco de droga”.
2024 e 2025, por exemplo, foram anos de mais droga do que salada; contei em outro texto obre a vida em Paris ganhando em real e gastando em euro.
Esse esforço que me fez chegar exausto em dezembro de 2025, no entanto, teve por objetivo fazer meu 2026 mais tranquilo para focar, justamente, na minha literatura; meus momentos de maior equilíbrio de 2017 para cá foram aqueles em que eu tinha mais projetos rodando de forma automática (ou seja, mais fontes de renda passiva) e processos de trabalho bem definidos.
Essas fontes de renda passiva (no meu caso, cursos online gravados) só são possíveis graças à uma construção prévia, isto é, às muitas horas de trabalho pensadas estrategicamente no longo prazo; e por “construção prévia” não falo apenas do conhecimento em si a ser vendido (independentemente do formato), mas da construção de autoridade nas redes sociais – a tal da produção de conteúdo; por que as pessoas comprariam algo de você?
5.
Para muitos de nós, profissionais autônomos nômades ou não, uma das maiores dificuldades em ser o próprio chefe é justamente não ter ninguém no seu pé cobrando prazos e entregas. Um negócio de uma pessoa só é um trabalho solitário, mas isso não significa que você tenha que fazer tudo sozinho.
Durante meus anos de nomadismo, aprendi que construir uma rede de apoio é essencial. Mesmo trabalhando de maneira solitária, sempre busquei me conectar com outros profissionais que enfrentam desafios semelhantes aos meus. Foi essa rede de apoio que me ajudou (e ajuda até hoje) a manter a sanidade e a continuar pensando em formas de crescer o meu negócio de uma pessoa só.
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Não é “gatilho da escassez“, mas são apenas 5 vagas (dessa forma consigo oferecer um serviço ainda mais personalizado para você).
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